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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Escritus (V)...
..."Eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infância, à ignorância crapulosa,à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?"...
Almeida Garrett
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Escritus (IV)
... O passado é um imenso pedregal que muitos gostariam de percorrer como se de uma auto-estrada se tratasse, enquanto outros, pacientemente, vão de pedra em pedra, e as levantam, porque precisam de saber o que há por baixo delas.
in A viagem do Elefante, José Saramago
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Ainda Henry Miller...
...Desde a primeira vez que te vi considerei-te um amigo. Para mim isso quer dizer apenas uma coisa: que nada que me peças é demasiado, que és livre, não, mais que livre, de vires apoderar-te sem que eu to diga do que eu tenho para te dar... Que nenhum pensamento te seja oculto, nem sejam guardados segredos...
in Moloch, Henry Miller
Escritus (III)
...A sua pequena boca de Cupido, que beijara descuidadamente, parecia uma armadilha equipada de fios e roldanas invisíveis que a faziam abrir-se e fechar-se com uma cadência mecânica que o fascinava e repelia ao mesmo tempo. Quando a dobradiça se movia, e a armadilha se abria, ele podia ver os tensos filamentos da sua língua cor de gerânio. Agitava-se como uma cauda de cão-de-água, a língua dela. Nunca parava de se agitar. Quando a armadilha se abria a língua saía e batia contra um lábio inferior cheio ou delizava reptiliscamente por uma margem de molares de pérola rendilhada. Nessa manhã tinha reprimido a louca ideia de saltar sobre ela e arrancar-lhe a maldita coisa da boca à dentada...
in Moloch, Henry Miller
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
A serenidade...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Escritus (II)
... Ele olha-a. Na massa encaracolada do cabelo, na profundeza do brilho negro, reflexos ruivos que lembram os das pestanas. E os olhos de tinta azul. E da testa até aos pés, essa paridade do corpo a partir do eixo do nariz, da boca, no corpo inteiro esse redizer, essa repetição igual das cadências e da força e da fragilidade. A beleza.
in Olhos Azuis Cabelo Preto, Marguerite Duras
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Escritus
...Apesar de tudo a vida é agradável, tolera-se. À segunda, segue-se a terça e depois a quarta. A mente constrói anéis; a identidade torna-se mais robusta; a dor é absorvida no processo de crescimento. Sempre a abrir-se e a fechar-se, zumbindo cada vez mais, a velocidade e a febre da juventude são aproveitadas para o trabalho, até o ser nada mais parecer do que o mecanismo de um relógio. Com que velocidade a corrente segue de Janeiro a Dezembro! Somos arrastados por tudo aquilo que se nos tornou tão familiar que não chega a projectar sombra. Flutuamos, flutuamos...
in As Ondas, Virgínia Woolf
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